QUE OXUM TRAGA O AMOR! – ORA-IÊ-IÊ-O, MAMÃE OXUM!

QUE OXUM TRAGA O AMOR! – ORA-IÊ-IÊ-O, MAMÃE OXUM!
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O rio Oxum é o berço deste que é a mais bela e sensual de todos os orixás; rainha de todas as riquezas, a doce Oxum é protetora das crianças e amante notável, dona da fecundidade e do poder feminino.

Oxum, orixá das águas doces, nasceu filha de Orunmilá e Iemanjá. Conta a mitologia africana do candomblé que um dia Orunmilá saiu do seu palácio para dar um passeio e em certo ponto deparou-se com outro grupo que acompanhava a uma mulher muito bonita que, lhe disseram, se chamava Iemanjá, rainha das águas e esposa de Oxalá. Exu, que era quem estava levando as informações, a convidou a ir ao palácio de Orunmilá. Iemanjá não foi nesse dia, mas um dia foi visitá-lo e lá se enamoraram e ela ficou grávida Dele dando a luz uma linda menina. Orunmilá, um pouco desconfiado, comprovou que era filha dele por marcas que estavam pelo corpo. Então a levou com ele e a criou com todos os mimos e caprichos. Ela cresceu cheia de vontades e vaidades. O nome desta filha é Oxum.

Oxum se criou desse jeito: dengosa, mimosa e vaidosa, gostam de de dar brilho a suas jóias, competindo com as outras mulheres pela beleza e fazendo com que todos os homens se enamorassem dela. De todos seus amantes recebeu poderes e presentes caros. Com Exu aprendeu o jogo de búzios. E com Xangô perdeu tudo o que tinha.

OXUM, A MEIGA E DENGOSA, DOMINA OGUM

Um dia Ogum, que tinha se comprometido a trabalhar arduamente na forja fazendo as armas, se cansou e abandonou tudo indo morar na floresta. Os outros Orixás se reuniram muito preocupados porque se ele não voltasse não teriam armas para lutar ou ferramentas para plantar e colher o alimento.
Numa dessas reuniões Oxum, uma jovem bonita e delicada, se ofereceu para trazé-lo de volta. Ela foi motivo de riso de todos que a consideravam tão frágil e temiam que Ogum a matasse.
Mas Oxum insistiu e partiu na procura dele entrando na mata vestindo apenas cinco lenços transparentes presos na cintura. Cabelos soltos e pés descalços, dançava e dançava como o vento exalando um perfume arrebatador. Ogum a viu e se sintiu atraído e começou o jogo da sedução: um se escondia e olhava e o outro dançava fazendo de conta que não o via. Ogum estava completamente apaixonado e Oxum, espertamente, dançava e se fazia seguir encaminhando-se em direção á cidade. Ogum sentia o gosto de mel nos lábios, mel de Oxum. E, assim, chagaram à cidade deixando a todos muito felizes porque voltaram a ter armas e ferramentas e Ogum e Oxum se amaram apaixonadamente.

OXUM E O ESPELHO
Oxum vivia no palácio de Ijimu e passava os dias em seu quarto olhando seus espelhos feitos com conchas reluzentes nas quais ela apreciava sua própria beleza. Um dia Oxum saiu do quarto e, vendo a porta um pouco aberta, sua irmã Oiá entrou e se encantou com tantos espelhos. Ela, que nunca tinha visto sua imagem, se surpreendeu quando se viu e descobriu que ela era linda, muito linda, mais linda que Oxum. E saiu contando isto para todo mundo o que despertou a inveja e raiva de Oxum que decidiu se vingar. Um dia roubou um espelho especial que só mostra o rosto da morte e o colocou no quarto de Oiá. Ela se olhou no espelho e, desesperada, tentou fugir sem consegui-lo porque estava presa a sua própria imagem. E, desesperada porque não podia desvencilhar-se da imagem tão feia, Oiá enlouqueceu. Mas, Oiá estava sendo observada pelo mesmo Orixá que culpou Oxum pela loucura e que a transformou em orixá, e fez com que Oxum nunca se esquecesse de Óiá e obrigou Oxum a se vestir com as cores de Oiá levando jóias e armas de cobre como sua irmã. Esta é Oxum Apará.

OXUM SE TRANSFORMA EM PEIXE
Ela morava perto da lagoa e todos os dias ia se banhar e polir suas pulseiras. Ela caminhava sobre as pedras e tanto caminhou que as pedras se gastaram com seu caminhar e viraram seixos rolados. Um dia se aproximou um jovem caçador e Oxum se apaixonou e dançou para ele encantando-o. Ambos se amaram, Oxum saia das águas e encontrava seu amor na margem da lagoa. Mas o tempo passava e um dia o vento levantou a cascata de contas que lhe cobriam o rosto e se viu velha, muito velha. Oxum tinha envelhecido sem ver o tempo passar. Ela estava velha e feia, a mais feia de todas as mulheres. O caçador ficou decepcionado e a confundiu com uma velha feiticeira e queria contar isto para todos na aldeia, mas Oxum a velha e feia, não queria que os outros soubessem e matou o caçador com seu punhal e se jogou ao mar transformando-se num peixe. Mas a beleza de Oxum ficou gravada em cada pedra rolada, nos otás. Diz a lenda que quando as águas das lagoas está alta Oxum nada até as margens e olhando-se nas pedras rememora sua beleza.


OXUM SE TRANSFORMA EM POMBO

Oxum casou-se com Xangô e foi morar em seu palácio, mas ela não gostava de cuidar da casa. Ela só se preocupava com suas joias, então Xangô a prendeu numa torre e se sentiu solteiro de novo. Exu viu o sofrimento de Oxum e a mandou de seu pai Orunmilá soprou um pó na cabeça de Oxum e a transformou num pombo.
Oxum voo para a casa do pai e para seus caprichos e joias.

Oxum era uma amante ardorosa, tinha tido muitos amantes e ganhou presentes caros deles. Oxum era rica, tinha joias, ouro, vestidos maravilhosos e muitas outras riquezas. Mas, um dia chegou à aldeia um jovem belo, Xangô, e ambos ficaram atraídos. Xangó rejeitou Oxum, mas depois se enamorou dela e mesmo amando-a continuava humilhando-a. Xangô era rico, mas um tempo depois seu dinheiro acabou e ele foi viver longe, envergonhado, mas continuou sendo o mesmo glutão de sempre e Oxum foi sua amante. Para manter o conforto de Xangô, Oxum foi vendendo o que tinha: joias, vestidos, os pentes, os espelhos. Oxum ficou pobre por amor a Xangô. Só restou um vestido branco que ela lavava no rio e secava no sol para poder voltar a vestir. De tanto lavar um dia o vestido branco tornou-se amarelo. A partir desse dia Xangô a amou. Xangô ama o dourado-amarelo de Oxum.

Arquétipo
Características dos filhos de Oxum

Hábeis e diplomáticas evitam chocar a opinião pública.
Determinadas e obstinadas vão sempre na direção de seus objetivos.
Excelentes estrategistas, nunca se esquecem do que desejam.
Eles mantêm uma imagem doce e meiga, mas são muito fortes, perseverantes e ambiciosas.
As filhas de Oxum tem tendência a engordar um pouco desenvolvendo uma forma arredondada no corpo. São os típicos gordinhos simpáticos e agradáveis. Adoram festas com comidas e bebidas.
São apaixonantes e apaixonáveis e vivem muitas paixões, porém se preferem manter a discrição porque não gostam de escândalos.
Mas, mesmo que gostem muito de alguém, gostam muito mais de si mesmos chegando a ser narcisistas em algumas situações.
Uma característica muito evidente é sua intuição e vida espiritual o que faz que a maior parte das grandes babalorixás do candomblé sejam de Oxum.
Todas elas gostam de perfumes bons, roupas e joias caras e de tudo o que signifique riqueza.

Oxum rege o aparelho reprodutor feminino.

Correspondências

No candomblé seu dia é o Sábado

Suas cores são: amarelo e dourado, cobre.

Na Umbanda o dia e sábado.
Cor: amarelo e azul escuro.
No sincretismo da Umbanda é Nossa Senhora da Conceição

O elemento que rege é a água das lagoas, lagos, cachoeiras, rios.

Seu símbolo é um leque com espelho chamado abebê.

Tem poder sobre as águas dos rios e cachoeiras.

Símbolo de poder: pedra rolada dos rios.

Pedra: topázio amarelo.

Metal: cobre e ouro.

Comida: omolocum (feijão fradinho com camarão seco e cebola); ovos.
Doces: quindim, doces com mel.

Fruta: banana, melão, maçã, pêssego.

Plantas: manjericão, erva de Santa Luzia, dinheiro em penca, tostão.

Flores: amarelas.

Saudação: Eri Yêyê O!

Bibliografia
– Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi, Ed. Companhia das Letras, 13 Ed., 2001

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